Às vésperas do Ano Novo, a RUMO, concessionária e operadora do modal ferroviário na região, agendou reunião com a UEPP (União das Entidades de Presidente Prudente e região) e empresários para esta sexta-feira, 28 de dezembro, que, de acordo, apresentaria demanda regional.

 

No comunicado que foi anunciado num período curto de uma semana de antecedência, o representante da RUMO, Gabriel Maranhão, informou que o objetivo é a apresentar o mapeamento da demanda por transporte ferroviário na região de Presidente Prudente e Presidente Epitácio, além de tirar dúvidas sobre a utilização do modal ferroviário para transporte de cargas.

 

Cansada de ver que tais reuniões tem sempre o mesmo “objetivo”, mas sem avanço, a UEPP, em nome do presidente, Marcos Lucas, disse que a entidade não estará presente nesse encontro e reiterou que durante a última reunião, realizada em 05 de dezembro de 2017, foi deixado claro que a UEPP não iria mais participar de reuniões sem os necessários esclarecimentos sobre a disparidade de tarifas apresentadas em comparação a outras regiões com as mesmas características de logística atendidas pela RUMO.

 

Como dito anteriormente, a UEPP comprovou que há demanda sim, e tem ciência da desfaçatez da RUMO ao apresentar tabelas estratosféricas da ordem de R$ 182 por tonelada ligando Presidente Epitácio aos portos de Paranaguá e Santos, enquanto opera a mesma distância no Rio Grande do Sul (que ainda faz parte de sua extensa concessão) a patamares de R$ 70 por tonelada.

 

Diversas empresas interessadas na prestação do serviço de transporte ferroviário, com grande capacidade de carga, somente utilizarão a ferrovia se esta estiver em perfeitas condições de circulação, com velocidades mínimas compatíveis com as necessidades dos clientes e sem risco para o patrimônio das empresas e, claro, com preços justos. A RUMO alega que recebeu a concessão da extinta ALL em 2015, pois bem, nesses últimos três anos nada foi investido, ao contrário, a ANTT apontou que a velocidade no trecho entre Presidente Epitácio a Ourinhos é literalmente zero hoje, devido ao estado da ferrovia.

 

Por fim, a UEPP informou que desafia a RUMO a enviar relatórios de visitas com assinaturas de propensos clientes com as propostas apresentadas e suas respostas, que subsidiaram ausência de demanda, já comprovada nos autos do processo judicial, bem como apresentação de uma alternativa de ligação da região à propensa reinserção do trecho Bauru/SP x Marilia x Tupã x Panorama/SP, anunciada este ano por sua diretoria em meios de comunicação e reuniões naquela região. “Queremos o trem de volta e com tarifas justas, mesmo que não seja pelo apito da RUMO”, pontuou Marcos Lucas.

 

 

 

 

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