O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentou recentemente um Plano de Desenvolvimento Econômico Sustentável para o Pontal do Paranapanema, como foco no setor de turismo, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. Para desenvolver o estudo, foi levantado diagnóstico com dados oficiais e participação de pessoas que vivem e atuam na região. 

 

Conforme as pesquisadoras do IPT, Priscila Ikematsu e Priscilla Argentin, o Pontal conta com quatro municípios de interesse turístico, sendo Santo Expedito, Martinópolis, Rosana e João Ramalho, além de 12 municípios que contam com o Plano Municipal de Turismo.


A partir disso, foi desenvolvida a Análise SWOT (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças). O grupo analisou que na infraestrutura, houve algumas reestruturações como o Parque Estadual Morro do diabo, meios de hospedagens com preços acessíveis e aumento do fluxo turístico doméstico. Por outro lado, como ponto negativo, há falta de divulgação e planejamento estratégico, precariedade na infraestrutura básica (como falta de iluminação) e baixa qualificação da mão de obra para receptivo e ao atendimento de grupos maiores, por exemplo.


Em um ranking oficial dos municípios mais atuantes, idealizado pelo Ministério do Turismo, observou-se que no Pontal são 11 cidades: Presidente Prudente (nota B); Presidente Epitácio e Rosana (C); Euclides da Cunha, Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema, Pirapozinho, Iepê e Rancharia (nota D); e Santo Expedito e Narandiba (D).

 

No Turismo de Unidades de Conservação (UC), dentre os planos de manejo, são sete unidades na região do Pontal, e destacam-se: Turismo pedagógico (EEc Mico Leão Preto); Ecológico (PE Morro do diabo); e trilha fluvial e passeios aquáticos (PE Rio do Peixe). No entanto, falta estrutura para estimular o Ecoturismo.

 

Para desenvolver a pesquisa comunitária, o grupo criou um questionário online, com 39 respostas, onde foram constatados principais pontos positivos: localização estratégica, potencial turístico, produção rural, qualidade de vida, recursos naturais, patrimônio histórico e cultural, educação e segurança; e negativos: desemprego, divulgação, e falta de incentivos, políticas públicas, planejamento, regularização fundiária.

 

Durante a oficina do turismo realizada em janeiro, viu-se que as atividades turísticas em funcionamento são: balneários, cicloturismo, ecoturismo, turismo cultural, religioso, gastronômico, náutico e rural; turismo de eventos, de lazer, de negócios, de pesca e de saúde.
Sobre os benefícios, constatou-se desenvolvimento econômico, geração de energia, saúde e bem-estar, geração de empregos, integração entre as esferas do governo, eventos e capacitação educacional.

 

Confira:

 

Para ter acesso ao estudo completo, basta acessar: pdespontal.2021.ipt.br